Book Blogger Hop #6

26 mai

A idéia surgiu com a Jennifer do Crazy For Books, e então as garotas do Murphy’s Library resolveram montar uma versão brasileira e aqui estou eu colaborando com a idéia de divulgar a diversidade de blogs literários que há nesse país tão diverso chamado Brasil e de quebra ainda conhecer os segredos desses blogueiros.

Toda semana é feita uma pergunta e respondida em cada blog. A dessa semana é a pergunta que eu mandei, ou seja, estou aqui agora respondendo e morrendo de orgulho (vai se entender, né?):

Já teve algum casal que você torceu muito, achou que tinha diversas evidências de que eles ficariam juntos e no final a(o) autor(a) os separou? Ou então algum fanonship muito improvável?

Um fanonship que eu adoro muito, muito é Hermione/Draco, sempre achei que os dois juntos fariam um casal e tanto. Já um casal que torci muito, tinha tudo para ficar junto, mas a autora resolveu terminar a história e não revelar nada foi Roy e Riza do mangá Fullmetal Alchemist. Aliás, mangás e animês são ótimos para terem casais que não se tornam casais de fato. Triste.

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Viajando pela Galáxia com uma Toalha

25 mai

Hoje é comemorado por diversos fãs de Douglas Adams o dia da Toalha, uma forma de celebrar o autor de uma das melhores obras de ficção cientifica “nerd”. Então para comemorar, nada melhor do que um texto especial sobre esse guia divertido e muito didático.

A coleção de 5 livros mostra as aventuras e desventuras de Arthur Dent, um terráqueo comum que teve a sorte (ou não) de conhecer Ford Prefect, um coletor de informações para o Guia do Mochileiro das Galáxias, um dos livros mais vendidos e lidos do universo. Como só li os dois primeiros, só falarei deles por enquanto:


O Guia do Mochileiro das Galáxias – O Guia do Mochileiro das Galáxias – Vol. 1 – Douglas Adams

Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.

Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.


O Restaurante no Fim do Universo – O Guia do Mochileiro das Galáxias – Vol. 2 – Douglas Adams

O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível.

A história vista assim parece ser apenas mais um livro engraçadinho, feito no máximo com a ideia de ser uma ficção divertida, porém, é bem mais do que isso. Para começar Douglas Adams trabalhou escrevendo esquetes para a série Monty Python’s Flying Circus, e depois lançou um programa a série radiofônica que deu origem aos livros, The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy.

Dentre os personagens temos Marvin, o robô maniaco depressivo; Trilla, a garota super legal da série; Zaphod Beeblebrox, personagem que faz coisas apenas por serem legais; Arthur Dent, inglês tipico que vê sua vida transformada pela destruição da Terra; e Ford Prefect, viajante galáctico e coletor de informações que estava em nosso atrasado planeta a espera de uma carona. Dentre eles, meu preferido é o Marvin, que consegue expressar uma das maiores tragédias humanas que é muitas vezes relegar o que temos de melhor, no caso dele a inteligência, a “favor” da sociedade e de suas imposições.

Dono de um humor no minimo escrachado e no máximo extremamente ácido disfarçado com bolhinhas cor-de-rosa, Adams fez uma grande sátira social, politica, ideológica e religiosa disfarçada de piada, mostrando em cada uma das situações e personagens algo do dia-a-dia, que sempre te fazem pensar no quão este universo louco é tão parecido com nosso mundinho insano. Uma das coisas que ele mais critica é a constante busca de sentido para todas as coisas, principalmente a vida, e com seu toque de gênio, ele consegue reduzir todas as nossas dúvidas em um número: 42, que não é exatamente uma resposta, ou é, se soubermos qual é a pergunta certa a ser feita.

Infelizmente, muitos dos que lêem a obra de Adams não conseguem perceber as nuances da história, e assim perdem muita coisa. Mas é como diz a capa do Guia, “repositório padrão de todo o conhecimento e sabedoria”: Não entre em pânico! Adams escreveu não somente para criticar, mas também para divertir. Divirta-se e não esqueça a toalha!

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Resenha: “Akashi” – Andrei Puntel

19 mai

Akashi
Autor: Andrei Puntel
Editora: Novo Seculo
ISBN: 8588916789
Número de Páginas: 128

Investigando uma série de mortes suspeitas na alta sociedade européia, a jornalista Julie Paget vem à procura de uma testemunha chave refugiada em um paraíso tropical no Brasil. Quando chega, descobre que sua fonte também sofreu uma morte tão inexplicada e inquietante quanto as que investigava. No desenrolar dos fatos, conhece um grupo de pessoas que irá mudar sua vida e o seu conceito de realidade, apresentando-a a uma verdade muito mais complexa e excitante do que ela poderia imaginar existir. Suas armas: Conhecimento milenar, coragem e ousadia. Seu objetivo: confrontar um mito.

Foi o título desse livro que me levou a lê-lo, um título intrigante, chamativo, com uma sinopse bem construída. Tudo isso me levou a ler a história que Andrei Puntel desenvolveu tendo como pano de fundo Ilha Bela.

O começo da história foi arrebatador, o ritmo em que ele apresentou a situação inicial, o assassinato, a atmosfera de tensão e terror foram fantásticos. Depois disso, toda a história decorreu num lance rápido, com todas as informações sendo passadas rapidamente, refletindo o próprio ritmo de descobertas da personagem principal, Julie. Só que este mesmo ritmo acelerado acabou prejudicando um pouco a história, que ficou “rasa” demais em alguns pontos. Em compensação houve boas cenas de ação e grandes reviravoltas, além do que, o romance colocado ali ficou bem desenvolvido.

Mas no geral, achei a história mais ou menos, faltou mesmo focar no desenvolvimento da história, você tem uma história antiga como ponto de união dos personagens e da trama, ela está ali profundamente ligada a todas as situações, porém, o contato dela com a história presente ficou deslocado. Do nada a Julie se percebe como a peça chave de uma luta mágica, mas o modo como ela percebe isso e age depois não foi bem construído. Senti que faltou algo para realmente unir todas as situações. Talvez a principal causa disso seja a quantidade de páginas, que foram poucas em relação a dimensão que a trama estava tomando.

É uma boa história, que poderia ter rendido mais. Recomendo como uma trama que foge da idéia geral de sobrenatural e trata de assuntos mais “reais”.

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Resenha: “The Goddess Test” – Aimée Carter

15 mai

The Goddess Test
Autor: Aimée Carter
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Editora: Harlequin Teen (US)
Páginas: 304

Todas as garotas que foram testadas falharam.
Agora é a vez de Kate.
Desde sempre, tem sido apenas Kate e sua mãe—e agora sua mãe está morrendo. Seu último desejo? Voltar para o lugar onde ela cresceu. Então Kate começará a frequentar uma nova escola, sem amigos, sem ninguém conhecido por perto, e o medo de que sua mãe não sobreviverá até o fim do outono.
Então ela conhece Henry. Sombrio. Torturado. E hipnotizante. Ele se diz ser Hades, o deus do submundo—e se ela aceitar sua proposta, ele manterá sua mãe viva enquanto Kate tenta passar pelos sete testes.
Kate tem certeza de que ele é louco—até vê-lo trazer uma garota de volta à vida. Agora parece que salvar sua mãe é insanamente possível. Se ela passar, ela se tornará a futura noiva de Henry, e uma deusa.
Se ela falhar…

Traduzido por Maeva.

A primeira coisa que me interessou foi o título, vi ele citado num comentário de alguma blog internacional que já não me recordo. Depois li a sinopse, deusas, mitologia, Hades, pensei: “Hum, deve ser legal”.
E então, com o livro em mãos, comecei a ler. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o modo como a Aimée Carter consegue trabalhar com uma ironia fina e delicada, dando ótimos momentos. Outra coisa que gostei foi a mania de Kate em pensar respostas sarcásticas as perguntas e comentários de outras pessoas e responder algo completamente diferente. Quem nunca fez isso um dia? Mas deixando de comentários aleatórios, vamos partir logo para uma coisa mais concreta.

A história começa com Kate e sua mãe mudando-se para uma cidade chamada Éden. Há 4 anos, a mãe de Kate sofre com um câncer e agora está quase morrendo, então seu último desejo é se mudar para essa cidade e passar seus últimos dias na companhia da filha. Só que Kate não está nada feliz com isso, principalmente por estar indo a uma cidade onde não conhece ninguém. Aplicando um clichê básico, assim que chega à escola, Kate se torna o centro da atenção.

Mas quando ela pensa que lidar com uma escola nova e aguardar temerosa a morte de sua mãe são seus maiores problemas, Kate encontra-se com Henry, o deus do submundo, o próprio Hades. Ele tem uma proposta: se ela aceitar passar por 7 provas e passar, se tornara uma deusa como ele e será sua esposa. É algo impensável para ela, mas talvez seja sua oportunidade de manter sua mãe viva por mais um tempo. Assim, ela escolhe passar 6 meses do ano na mansão de Henry, passando pelas 7 provas e se esforçando para não falhar.

Quando você começa a leitura do livro já é possível perceber uma coisa: a mocinha vai se apaixonar pelo mocinho. Isso é mais do que óbvio, só que a diferença está no caminho que a Kate percorre até se apaixonar de fato. Ela é uma pessoa muito relutante e ingênua, do tipo que cai em qualquer armadilha, só que isso não a torna chata, mas sim carismática. O leitor é capaz de perceber muitas coisas antes dela e este detalhe funciona bem a trama e a personalidade da Kate. Você se pega torcendo por ela e rindo com suas trapalhadas.

Do outro lado, temos Henry, um homem meio sombrio, magoado, extremamente apaixonado pela ex-esposa e resignado com seu destino. Esta é a última chance dele em encontrar uma esposa e continuar sendo o deus do submundo. Sua última esperança é Kate, porém, após anos vendo todas as outras jovens falharem, fica a dúvida se o melhor não é deixar com que Kate siga sua vida ao invés de se arriscar por ele. Essa personalidade dele é mais atraente do que sua beleza física, fazendo dele um personagem tão apaixonante que por diversas vezes fiquei pedindo um Henry só para mim.

Você pode pensar que com um casal assim, que parece conter toda a atenção dos livros, os personagens secundários devem ser descartáveis, não? Não! Claro que não posso dizer que eles são personagens profundos, filosóficos, complexos, mas cada um deles possui características marcantes e ótimas aparições.

A história segue um ritmo bem fluido, que te deixa com vontade de ler mais e mais. O melhor da trama são os pequenos segredos que a autora vai revelando aos poucos, principalmente quais são os testes que Kate deve passar para se tornar uma deusa. As reviravoltas, os segredos, o modo como Kate vai se apaixonando e a forma como ela enfrenta todas as mudanças são bem contados, apesar de haver partes em que a história se torna simples demais e por vezes chata. Essa certa inconstância em manter o ritmo me desanimou em algumas partes, mas no geral, o livro prendeu minha atenção totalmente.

Há tempos que eu não encontrava um livro tão gostoso de ler, e após terminar a leitura de The Goddess Test, eu já queria o próximo para acompanhar as aventuras de Kate como rainha do submundo. A série conta até agora com 2 livros: The Goddess Test e Goddess Interrupted. Recomendo o livro até a última linha!

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“A Cidade do Sol” – Khaled Hosseini

9 mai

A Cidade do Sol
Autor: Hosseini, Khaled
Editora: Nova Fronteira
I.S.B.N.: 9788520920107
Páginas: 368

Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós.
E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

Tinha um pé atrás com o este autor, principalmente devido a tanto alarde em torno de seu outro livro, “O Caçador de Pipas”. Mas me surpreendi com a narrativa clara, objetiva e ainda assim poética. A história dessas duas mulheres é trágica, principalmente da Mariam.

Mariam é uma personagem sofrida, vitima das circunstâncias de uma sociedade patriarcal que a condenada por ser filha bastarda e depois, condenada simplesmente por ser mulher. Sob o julgo de um casamento arranjado, Mariam tinha apenas duas funções: cuidar do marido e ter filhos. Mas, infelizmente, ela não conseguiu ter filhos e mesmo dedicando-se inteiramente ao marido, ela constantemente espancada e humilhada por ele.

Então, surge Laila. Nascida quando os russos invadiam Cabul, Laila viveu uma infância feliz com um pai, amigos, escola, só sentia falta de sua mãe que quase não lhe dava atenção. Então, veio o final da Guerra Fria e com ela a guerra civil no Afeganistão. Ainda assim, ela conseguia ser feliz, pois ainda tinha Tariq, seu amigo de infância. Só que tinha um porém, eles não eram mais crianças e aos poucos foi surgindo algo maior do que a amizade.

Mas a guerra persistia e devido as circunstância a vida dessas duas mulheres se cruzaram e tornaram-se uma. A vida não havia poupado nenhuma delas e, ainda assim, ela encontraram forças uma na outra para sobreviveram os momentos terríveis que a história havia imposto a toda uma nação.

A Cidade do Sol consegue descrever bem como era e ainda é a vida das mulheres no Afeganistão, onde por anos, um governo violento e opressor praticamente negou a existência das mulheres e as privou de direitos básicos como saúde e liberdade de ir e vir. A descrição das atrocidades é revoltante, as condições de vida da população e geral eram precárias e as politicas do governo nada faziam para ajudar. A guerra antes de ser apenas um cenário para a história, é um de seus personagens principais, por influenciar tanto o sofrimento quanto a alegria dessas duas mulheres.

Não foi um livro que me levou as lágrimas, mas que me deixou triste diante da realidade mascarada sob as nuances da criatividade de um autor. Khaled me surpreendeu ao apresentar uma história marcante, sob o olhar feminino que poucos autores homens possuem.

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Avengers vs X-men: O Evento do Ano

8 mai

Começou o evento do ano! Heróis contra heróis, num luta pela sobrevivência da raça mutante ou pela destruição do mundo. Esperança é a palavra chave, mas a Fênix também vem por ai…

No maior evento do ano, Hope Summers será o foco da discórdia entre Vingadores e X-men. A Fênix se aproxima da Terra a procura de Hope, como seu novo receptáculo, e com essa chegada, a equipe mutante acredita que seja o ressurgimento da espécie. Já os Vingadores vêm a chegada da Fênix como sinal da destruição total do mundo. E pela primeira vez, Hope cruzara o caminho da Feiticeira Escarlate, a responsável pela detsruição da raça mutante.

Então, para acompanhar este evento, uma vez por mês teremos aqui um boletim especial falando dos principais eventos da história, como se fosse uma manchete de jornal, destacando as noticias e os heróis. E já nessa semana teremos nosso primeiro boletim!

Até lá!

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Resenha: “A Janela de Overton” Gleen Beck

6 mai


A Janela de Overton
Autor: Glenn Beck
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978- 85- 63219- 35- 0
Páginas: 384

Um plano para destruir os EUA vem sendo preparado há cem anos, e agora está prestes a ser colocado em prática… Alguém será capaz de impedi-lo? E se você descobrisse que tudo em que você acreditou até hoje não passa de uma grande farsa? Que a roupa que você veste todos os dias pela manhã, assim como o carro que você dirige não são escolhas suas? Que o governante que você elegeu na última eleição para comandar sua cidade e seu país também não depende de você? E se chegasse à conclusão de que toda autonomia e livre-arbítrio que você julga ter, na verdade, atendem a um outro comando que não as suas ideias e a sua própria vontade?

Já vou começar dizendo que a idéia do livro foi realmente muito boa, só não foi bem aproveitada pelo autor e isso tornou o livro ruim. A história praticamente se arrasta até o capítulo 15, perdido entre os pensamentos do protagonista ao invés de desenvolver a trama. Mas melhora considerável depois, ao menos o suficiente para me fazer ler rapidamente os últimos 10 capitulos.

O livro já começa com um assassinato e então você já imagina que será um triller recheado de ação e intrigas, porém, o que se vê nas páginas seguintes é uma tentativa de introduzir a trama principal, ao mesmo tempo em que se procura formar o ambiente para o romance entre Noah Gardner e Molly.

Entendo que para o autor, essa introdução talvez tenha sido necessária, mas ele podia ter encurtado isso e focado mais na conspiração. Esta sim deveria ser o personagem principal do livro e no entanto, foi apenas um coadjuvante do romance e serviu um pouco para ajudar o Noah a crescer como pessoa. Assim, a trama se arrasta por infidáveis páginas, ganhando um pouco de ação quando personagens como Danny Bailey aparecem. Aliás, é ai sim que você começa a compreender a trama do livro, Bailey se torna o ponto chave da conspiração e acompanhar os passos dele é acompanhar o verdadeiro desenrolar da trama. Por mim, todo o livro poderia ser acompanhando ele, com pequenos flashs sobre o Noah e Molly, além dos outros personagens.

Mas vamos falar da conspiração, que deveria ser o foco do livro, mas acabou ficando de lado. Com certeza ela é intrigante. Os detalhes que são colhidos ao longo do livro mostram algo que poderia mesmo acontecer, aliás, que pode estar acontecendo. E isto te faz pensar no que vem acontecendo ultimamente. Chega a ser assustador. Mesmo que as referências sejam exageramente norte-americanas, a idéia principal de que a mente das pessoas e o cenário politico podem ser facilmente influenciados e manipulados através da publicidade, você se pega pensando em quantos escândalos não foram abafados ou simplesmente esquecidos utilizando apenas um truque de marketing.

Só que mesmo com isso, ainda temos o problema do Noah, que ao menos para mim, não passou de um personagem que fica a margem de tudo, mesmo quando o foco é ele. Ele não se integra a história, nem ele e nem Molly, juntos, parecem ser mais um casal bonitinho feito para dar um ar de romance e nada mais.

Outro personagem que ficou estranho, foi o grande vilão da história, o pai do Noah. Desde o início você sabe que ele é o vilão, mas falta algo essencial: uma personalidade real. Ele parece ser caricaturado demais, perfeito demais em seus detalhes vilanescos e isso te impede simplesmente de vê-lo como um personagem, que dirá odiá-lo como vilão. O maior ato de vilania dele talvez aconteça apenas no final do livro, que também me deixou desapontada. Não sei se será ou não uma série, mas espero que seja, pois o final deixou mais perguntas e expectativas do que respostas.

Em resumo, foi um livro mediano, que me agradou em poucas partes, sendo grosso demais para o pouco que explorou de verdade. Talvez eu não seja o público adequado para este tipo de história e isso explicaria a minha aversão ao Noah. Se tiver uma continuação, eu leio com certeza, só para tirar da cabeça todas as questões que ficaram com o final.

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